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Uma meta fundamental desde o início do projeto tem sido o aprendizado através de aulas de capacitação teórico-práticas de Agricultura Alternativa e Ecologia Social que inclui o aprendizado do método de produção orgânica e a busca de uma maior compreensão dos processos econômicos, ideológicos e sociais da atualidade, dos quais se deriva um manejo destrutivo dos recursos naturais.
Na abertura dessas aulas temos aberto o debate entre os participantes a respeito da necessidade de estendermos a capacitação técnica a outras áreas de experimentações, cobrindo os mais diversos ofícios, tais como carpintaria, serralheria, pedreiro, etc, para se atingir uma gama de conhecimentos gerais aonde o interessado terá mais opções de escolha de desenvolver o aprendizado do ofício que mais lhe apraz, além disso, é conversado sobre conhecimentos de financiamento e criação de pequenas e médias empresas (PyME). Hoje, conscientes dessa necessidade, decidimos sobre a abertura de uma Escola de Ofícios, como extensão do projeto de Horta Orgânica. Esta capacitação, temos a intenção de alcançá-la, através do voluntariado estrangeiro – que está ativamente integrado na realidade de nossa instituição-, procurando selecionar entre aqueles que possuam um maior conhecimento vinculado as áreas de capacitação; e através de convênios com instituições nacionais, principalmente universidades e escolas técnicas, oferecendo nosso espaço para a pesquisa de seus estudantes em nossas diferentes áreas de desenvolvimento.
 
Entre as opções de comercialização de nosso excedente de produção, optamos por um canal de venda direta a partir da criação da marca Clube Verde, associação cooperativa em que participam principalmente os adolescentes e ex-residentes da Casa do Caminho. O Clube Verde oferece uma cesta de vegetais orgânicos, que inclui hortaliças, tubérculos, ervas e frutas, além de ovos de quintal, queijos e doces artesanais. Outras opções de comercialização para o futuro são a produção e venda de plantas, tanto aromáticas como ervas medicinais, flores; venda de peixes para reprodução e a produção e venda de húmus de minhoca. Porém o mais importante deste projeto é a participação dos adolescentes da Casa do Caminho e futuro envolvimento com a comunidade ao redor. O desenvolvimento deste projeto inclui palestras nas escolas rurais da região, visitas dessas mesmas escolas para a prática de oficinas e, finalmente, envolvimento com os produtores locais da região. Nessa etapa do projeto, o desenvolvimento da aprendizagem técnica e perspectiva de rentabilidade pessoal e familiar baseada na necessidade de criar uma forma de organização grupal centrada no desenvolvimento individual, na qualidade de vida e no desenvolvimento de valores fundamentais de cooperação e solidariedade, estarão sendo a conquista mais importante que almejamos alcançar. Nosso espaço, aonde acontecem as aulas teóricas, tem o duplo propósito de reafirmar os conteúdos técnicos, assim como definir democraticamente a maneira em que será organizado o trabalho e as relações dentro do projeto. Sendo este um projeto criado em torno de um modelo de auto-gestão e cooperação, sua meta principal é o fortalecimento da vontade e da iniciativa dos participantes, principalmente, no momento, dos adolescentes da Casa do Caminho. Logo após iniciarmos o trabalho, somamos ao projeto a participação permanente dos adolescentes, Douglas Geraldo Costa da Silva, Everson Moreira de Souza, David Porfírio Afonso, Vera Lúcia Balbino e dos ex residentes Marcos Vinicius Avelino dos Santos, Américo Marciel Balbino e Daniel Ignácio Custódio.
Entre todos os envolvidos no projeto, até o presente momento temos a ajuda de: Wilson “Coca” Martins – novo funcionário contratado para empenhar-se no projeto -; Madalena Delattre na logística da distribuição das cestas do Clube Verde (voluntária da França); Maria Verônica Balbino Campos, coordenadora do Clube Verde; Juan Bautista Cincunegui (argentino) coordenador de todo o projeto. Nosso principal desafio: organizarmos tudo de forma cooperativa e solidária. |
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Última atualização em Sex, 23 de Outubro de 2009 18:37 |
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Novo Projeto de Horta Orgânica.
Coordenador do projeto: Juan Bautista Cincunegui (Argentina) Coordenador de grupo: Jorge Coronel (Equador)
Descarregar nosso manual (usa "Save link as").
Graças ao apoio de Renato Pintos Campos e Bart Bijen, este ano começamos com êxito um novo caminho sobre a base do projeto da horta orgânica iniciado há três anos.
Dando prioridade ao desenvolvimento de espaços verdes e ao aproveitamento sustentável de recursos, nossa atividade agroecológica de hoje aponta para a busca de novas formas de entender e valorizar nosso entorno; umas surgidas a partir do trabalho em grupo e outras, provenientes da inspiração das diferentes escolas de agro-ecologia (permacultura, agricultura natural, biodinâmica e orgânica). Nosso estilo de trabalho se centra no desenho verde, e este, na necessidade de conectar as diferentes partes do sistema. No desenvolvimento de nossa primeira micro-horta (unidade exposta nas fotos abaixo), segue uma segunda unidade e hoje já avançamos para a terceira unidade. Nossas micro hortas promovem a idéia de “jardins comestíveis”.
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Cada um destes núcleos de micro hortas contém canteiros cultivados de forma intensiva com ampla diversidade de hortaliças, flores, plantas medicinais e aromáticas, plantações mistas de tubérculos (tudo isto sujeito a um sistema de rotação de cultivos), pirâmide em forma de espiral para o cultivo de ervas culinárias, produção de composto, bio-fertilizante líquido, reprodução de plantas, armazenamento de sementes próprias para cultivos adaptados, etc… Nossa primeira produção de vegetais incluem inhame, pepino, tomate, rabanete, cebolinha, salsa, beterraba, brócolis, alfaces, diferentes variedades de pimentas, mostarda, berinjela, capim limão, cenoura, jiló, pimentão, chuchu e alfavaca. Anteriormente já havíamos plantado variedades locais de árvores frutíferas, tais como cajá, cajá mirim, pitanga, cítricos, seis tipos de banana, amora, mamões, acerola, abacaxi, maracujá, carambola, aipim e aloe vera (baboza). Esta primeira etapa do projeto evoluiu rapidamente e gerou novas idéias que derivaram em novos sub-projetos, tais como: um galinheiro para a produção de ovos de quintal, carne e esterco de galinha (projeto já concluído e em fase de produção); um tanque para a criação de peixes, planejado inclusive com um alteado do terreno fornecendo um espaço panorâmico localizado ao pé da floresta, de onde brotam nascentes de água pura que o alimentam (a espera de financiamento para a compra de peixes e acondicionamento de um segundo tanque para reprodução) e minhocário para a produção de húmus de minhoca.

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Última atualização em Qui, 19 de Novembro de 2009 20:42 |
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